Residências artísticas ao redor do mundo propõem um estado de suspensão que paradoxalmente acaba por constituir o cotidiano dos artistas de hoje. Ao mesmo tempo em que oferecem a possibilidade do deslocamento físico e do isolamento atento do artista de suas demais tarefas e contextos, as residências artísticas pressupõem uma geografia deslocalizadora da criação individual, um cotidiano fragmentário formado por uma sequência multilocal de estados de suspensão. De fato, a residência artística é uma interessante contradição de termos. Com sucessivos desafios em trânsito, ela substitui o antigo modelo do ateliê como fortaleza de trabalho pela experiência nômade. Mas, uma vez nômade, como o artista pode ser residente? [...]

Publicado em FONSECA, Carolina (Org.). Topografia aérea: uma fábula sobre poleiros e artistas.
Belo Horizonte: ICC, 2013.
ISBN 978-85-61659-27-1

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Thiago Costa, 2013.