No passeio entre uvas, malas, potes, múmias, árvores e outros seres de classificação aberta, um vestígio: a busca constante da capacidade material do desenho. Do seu lugar de impregnação. Dos limites da sua presença. Enquanto matéria, o desenho de Gisele Lotufo é flagrado transportável e transitável. Feito de feltro, tecido ou arame, o desenho ocupa a fronteira do objeto. Sobre entretela, ele encarna a aspereza. Mas aquilo que o recebe é, ao mesmo tempo, o que lhe dá corpo. Assim funciona o papel, assim encorpamos as nossas novas estórias. O desenho é acoplado ao mundo por meio do seu suporte, mas a sua existência depende, na verdade, do modo como o carregamos. [...]

Publicado no catálogo da exposição de Gisele Lotufo.
Belo Horizonte: Galeria Genesco Murta, Palácio das Artes, 2006.

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Marcelo e Marconi Drummond. 2006
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Gisele Lotufo. s/data
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Gisele Lotufo. 1996
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Gisele Lotufo. Árvore Amiga I. 2003
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Gisele Lotufo. Árvore Amiga IV.2003
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Gisele Lotufo. Árvore Amiga V. 2003