Este trabalho de mestrado surge da investigação da cidade contemporânea e de suas funções não cumpridas: lugar de apropriações, de identificação e de interação com os indivíduos. A preocupação principal é como contribuir para futuros urbanos renovados que permitam que o senso de coletividade e a prática espacial crítica exerçam-se na cidade. Para isso, a primeira atitude que tomamos foi de expandir a noção de espaço público em direção à idéia de esfera pública, onde elementos políticos, sociológicos, ideológicos, antropológicos e estéticos encontram-se no processo de construção da significação. O objeto de análise é a arte pública que investe na formação de futuros urbanos renovados, baseando-se na interação com as pessoas e dando-se sobre um amálgama arquitetônico preexistente. Tentamos investigar o relacionamento ocorrido aí: as formas de aparição (formas “estéticas”) do diálogo com esse amálgama e as críticas à arquitetura e ao urbanismo que se podem extrair das diversas intervenções rastreadas. O que chamamos da contribuição para futuros urbanos renovados serve de título a essa pesquisa: constituem cidades em instalação, em via de nascer para cumprir funções simbólicas obscurecidas pela vida imediatista, funcionalista e veloz dos fluxos urbanos.

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Lauwe. Percursos em Paris/ano. 1950