ATLAS AMBULANTE
Renata Marquez e Wellington Cançado (Orgs.) Ed. ICC, 2011.

A cidade dinâmica dos ambulantes, que ainda que se repita o mesmo itinerário, toda semana, é sempre uma cidade diferente, deixa emergir na trama urbana o que podemos chamar de alteridades do espaço. Primeiro, porque se trata de um espaço outro: aquele que nunca aparece nos mapas turísticos, nos mapas oficiais, nos mapas institucionais. Segundo, porque é um espaço do outro. Um espaço que testemunha a diversidade urbana com respeito a tempos e velocidades, a práticas e tecnologias, a anonimatos e relações interpessoais – um espaço que escapa ao esforço de homogeneização, regularização e massificação dominante. Como escreveu Maria Rita Kehl, é necessário olhar nos olhos dos outros , para se aproximar da dimensão profunda da cidade e de nós mesmos.

Artigo na revista PISEAGRAMA

Atlas na exposição Cidade Gráfica

[Bolsa Funarte de Produção Crítica sobre as Interfaces dos Conteúdos Artísticos e Culturas Populares, 2010.
Colaboradores: Adriana Galuppo, Frederico Pessoa
PIBIC, UFMG, 2010-2011. Colaborador: Fabrício Freitas]

Cartography is simultaneously science, art, and daily practice. In the imagination and in the making of maps, we can link these three spheres of culture. In the context of Brazilian cities, many temporalities, subjects and urban images coexist and build an informal cartographic activity generating oralities and visualities that finally, we believe, contribute to shape the spatial knowledge. We investigate the spatiality created by street vendors who walk around the city of Belo Horizonte with their walking offices. Knives grinders, straw restorers, biju manufacturers and cotton candy vendors, lollipops makers, among other specialties, trace urban routes daily. The constant walking – a peculiarity in their work – can be understood as a subjective process of spatialization on the territory, producing discursive traces and ambulant landscapes. Maps – archetypal representations of space – may approach to the concept of performative mapping, building a new perspective on urban diversity and on epistemological possibilities.

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Atlas Ambulante, 2011.
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Osmar, dez 2009.
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Antônio, jan 2010.
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Renato, fev 2010.
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Jaine, mar 2010.
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Agnaldo, mar 2010.
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Jeferson, mar 2010.
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Robson, mar 2010.
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Marlene, maio 2010.
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Eder, out 2010.
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Tiago, nov 2010.
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Marlene, fev 2011.