Renata Marquez : Geografia Portátil

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No caminho da expansão da arte, a cidade aparece inevitavelmente como um campo de trabalho complexo e instigante. Mas deslocar a arte do espaço institucional do museu e transformá-la em arte para a cidade implica duas direções distintas. A primeira não apresenta nada de novo no panorama histórico: o espaço público converte-se em museu e os trabalhos funcionam como objetos estetizantes - no sentido decorativo - desse espaço. Mas as obras são as mesmas obras; objetos que não trabalham as potencialidades específicas da cidade, como o acesso de um público não especializado, a dimensão social e política da intervenção ou a percepção distinta da contemplação tradicional. A segunda direção tenta revelar, através do filtro conceitual do artista, as contradições em que estamos inseridos. Essa definição de arte pública - ramificação específica dentro do termo, extraída empiricamente da observação de um grupo de obras - caracteriza-se por ser uma arte crítica. Por arte crítica no espaço urbano, entende-se então, uma manifestação interativa com o seu meio, um evento capaz de criar deslocamentos semânticos nesse espaço preexistente e capaz de atuar especificamente sobre a cidade, gerando frestas para a reflexão e a atenção. [...]

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